Deputados pressionariam governo a aumentar gratificação em R$ 10 mil por gabinete
Por Evilásio Júnior/ Sandro Freitas
O Bahia Notícias recebeu uma denúncia, na noite desta terça-feira (21), de que a tensão na Assembleia Legislativa (AL-BA) em relação à votação de projetos como o Orçamento do Estado em 2014 tem nome e sobrenome: Direção e Assessoramento Intermediário (DAI). De acordo com informações de membros do governo e da oposição – que pediram para não serem identificados – haveria uma pressão de parlamentares ao Palácio de Ondina – sobretudo nas secretarias de Relações Institucionais, agora gerida por Cícero Monteiro, e Casa Civil, liderada pelo pré-candidato petista à sucessão do governador Jaques Wagner, Rui Costa – para que a verba, uma espécie de gratificação a cargos comissionados, fosse aumentada em R$ 10 mil por gabinete. A finalidade seria engordar o caixa de campanha, uma vez que os recursos não seriam declarados e dificultariam o controle externo quanto a sua aplicação. O presidente da AL-BA, Marcelo Nilo, em entrevista ao BN, negou a veracidade da exigência, ao revelar que a verba de gabinete de cada deputado foi aumentada em 6,7% no início do ano – o valor atual é de cerca de R$ 33 mil – devido ao "efeito cascata" oriundo do Congresso Nacional. "Não tem nada disso. O DAI já está no máximo desde que eu cheguei à [presidência da] Assembleia, na época de Antonio Honorato [ex-deputado e atual conselheiro do Tribunal de Contas do Estado]. A verba é fixa e é igual a Brasília. A verba de gabinete subiu em 1º de janeiro. Subiu lá, subiu cá. Quem denunciou isso para você é mau caráter e mentiroso. Para você ter ideia, só quem tem o DAI é o pessoal da Mesa Diretora", repudiou o pedetista.

Nilo confirma aumento de verba de gabinete em 6,7%, mas nega pressão
