'Ford pode render mais para Bahia', diz presidente da Fieb
Presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e diretor da Odebrecht, o empresário José Mascarenhas acredita que, após a eleição para o cargo máximo da entidade estadual, em janeiro de 2014, ainda tem a contribuir com a instituição, depois de comandá-la entre 1992 e 2002 e, novamente, nos últimos três anos. “Sem falsa modéstia, é preciso de um pouco de experiência para que as coisas sejam feitas com controle, para que elas de fato sejam realizadas”, justifica ao Bahia Notícias, sem citar seu concorrente – o vice-presidente da Fieb –, Gilberto Farias. Como avanços de sua gestão, Mascarenhas lista o investimento em pesquisa e inovação, a nova estrutura do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), com uma “estrutura flexível”, que “pode fazer inovação, o desenvolvimento de assistência técnica e qualificação”, e o programa de interiorização “que não saiu dentro do cronograma esperado”. “Esse programa de investimento como um todo vai consumir alguma coisa como R$ 296 milhões. Já está todo lançado, mas ainda precisa ser executado”, informa o presidente, ao se considerar importante para a implantação dos projetos nos próximos anos. “Entendi que não seria interessante que eu me afastasse antes da consolidação desses programas”, pontua. Mascarenhas comenta ainda sua relação com o governo Jaques Wagner, aponta como a principal demanda do estado “um porto de boa qualidade” e como principal problema da Bahia “o funcionamento da infraestrutura competitiva”. “Evidentemente, temos críticas. Mas a crítica política eu não faço”, adianta. “A Bahia ainda não aproveitou substancialmente o que a Ford pode dar, como os mineiros fizeram com a Fiat. Hoje, a indústria age através de cadeias de produção. Então, uma empresa cabeça de cadeia, como a Ford, traz agregado um monte de empresas”, explica o gestor. Clique aqui e leia a entrevista completa.
