Câmara chega a três semanas sem votação; Casa teve quatro sessões em 16 dias
Por Rodrigo Aguiar
A Câmara Municipal de Salvador chegou a três semanas sem votações nesta quarta-feira (13), após dois dias de debates, principalmente na segunda (11), sobre as denúncias da máfia do ISS em São Paulo. Durante a sessão, os oposicionistas tentaram relacionar o secretário municipal da Fazenda, Mauro Ricardo, ao escândalo na capital paulista, devido à função exercida de secretário das Finanças na administração de Gilberto Kassab (DEM) e o vereador Everaldo Augusto (PCdoB) apresentou um requerimento no qual “exige” a presença de Mauro Ricardo na sede do Legislativo soteropolitano para falar sobre o caso. No mesmo dia, o vice-líder do governo, Léo Prates (DEM), assumiu o papel de rebater a minoria e jogou a responsabilidade para o PT. Entre as diferentes razões apontadas para a falta de votações nos últimos dias, o fato é que entre as últimas matérias apreciadas pela Casa, estão a isenção do metrô e a aprovação do empréstimo de R$ 550 milhões junto à Caixa Econômica Federal para a implantação do corredor Lapa-Lip [Ligação Iguatemi-Paralela], no dia 23 de outubro. De lá para cá, a Câmara apenas três sessões: no dia 30 de outubro e nos dias 11 e 12 de novembro. Dois vetos do Executivo a projetos da vereadora Tia Eron (PRB) estão sobrestando a pauta, ou seja, devem ser votados obrigatoriamente antes de qualquer outra matéria. Até o final do ano, são previstas as votações do plano de saúde dos servidores, Sistema Municipal de Cultura, Plano Plurianual (PPA), Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e Lei Orçamentária Anual (LOA). Há também possibilidade de votação do novo Regimento Interno da Casa.
