Polícia do Rio investiga ação de manifestantes pagos por partidos
Iniciada há cinco meses, uma investigação da Polícia Civil indica que pessoas teriam sido recrutadas, inclusive fora do estado do Rio de Janeiro, para atuar em atos como o Ocupa Cabral e o Ocupa Câmara, de acordo com reportagem do Globo. Os manifestantes "profissionais" teriam recebido dinheiro, alimentação e transporte. Ao menos seis deles desembarcaram no estado no ano passado, oriundos de estados do Norte e do Nordeste. O grupo teria começado a ação ao se infiltrar entidades de direitos civis e outras ONGs. A partir de junho deste ano, quando surgiu a onda de protestos, também passou a atuar nas manifestações. Alguns dos ativistas seriam vinculados a partidos políticos, como o PR. O caso é tratado sob sigilo pelo Departamento Geral de Polícia Especializada, com a preocupação de reunir evidências suficientes antes de avançar sobre os suspeitos, a fim de não desenvolver uma ideia de uma contraofensiva. O trabalho reúne equipes de policiais da Coordenadoria de Informações e Inteligência (Cinpol) e da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) do Rio de Janeiro. Os depoimentos prestados e as apreensões feitas nos últimos meses, inclusive de computadores de pessoas detidas, sustentariam a investigação.
