Câmara de Salvador completa três dias seguidos sem sessões ordinárias
Por Rodrigo Aguiar
A Câmara de Salvador completou três dias sem sessões nesta quarta-feira (6). Na prática, isso significa uma semana sem a principal atividade da Casa, já que a próxima sessão ordinária ocorrerá apenas na segunda-feira (11), de acordo com a previsão mais otimista, já que os vereadores não vão tradicionalmente ao plenário às quintas e sextas. Por um lado, a oposição alega que a bancada governista tem manobrado para “blindar” o secretário municipal da Fazenda, Mauro Ricardo, que comandou a pasta de Finanças da prefeitura paulistana – alvo de uma operação que descobriu um esquema milionário de desvio de recursos. Em entrevista ao Bahia Notícias, o líder da minoria, Gilmar Santiago (PT), acusou o governo de quer “abafar” o debate no Legislativo soteropolitano. De acordo com outras informações chegadas ao BN, vereadores têm manobrado para esfriar uma briga entre o presidente da Casa, Paulo Câmara (PSDB), e o petista Henrique Carballal, que poderia atingir diferentes grupos políticos e “paralisar” o Legislativo municipal. A disputa começou com um desafio entre os dois para a instalação de três Comissões Especiais de Inquérito (CEIs): da Saúde, do Metrô e do Setps. O primeiro poderia trazer à tona novamente o caso do servidor Neylton da Silveira, morto na sede da Secretaria municipal de Saúde, comandada à época pelo PT. A segunda CEI se debruçaria sobre o metrô de Salvador, cujas obras foram iniciadas na gestão do tucano Antonio Imbassahy, correligionário de Câmara. A terceira comissão teria como objetivo desnudar a suposta relação de vereadores com empresários do setor de transporte e esclareceria se existe a chamada “bancada do buzu” na Casa. A ausência maciça dos vereadores a uma reunião marcada para esta terça (5) com o objetivo de discutir a instalação das comissões foi um sinal claro de que ninguém quer grandes novidades.
