Direita e esquerda são derrotadas por 'insatisfeitos' na Câmara
Por Rodrigo Aguiar
Um comentário correu a Câmara de Salvador após a tentativa frustrada de votar nesta quarta-feira (9) um projeto do Executivo Municipal que concede dois incentivos ao grupo CCR para a implementação do Sistema Metroviário de Salvador e Lauro de Freitas: a liberação do pagamento do ISS durante as obras e uma redução da alíquota a 2% na fase de operação do modal. Entre os principais acionistas do grupo, estão as empresas Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez, que fizeram parte do consórcio pela construção da linha 1. Apesar do desejo da prefeitura e do governo em aprovar a matéria o quanto antes, um grupo de vereadores “resistentes” evitou a apreciação da proposta. “Quando direita e esquerda se unem, quais são os interesses que impedem a aprovação de um projeto?” foi o questionamento repetido por muitos, em tom de provocação. O tom das conversas também foi dominado pelo debate sobre quem foi o grande “derrotado” do dia: o prefeito ACM Neto ou o governador Jaques Wagner. As opiniões variavam de acordo com o nível de proximidade dos vereadores em relação aos gestores. Parte dos edis apontou a ausência da bancada do PTN – maior partido da base, com cinco integrantes – ou da vereadora Cátia Rodrigues (Pros), mulher do pastor Luciano – filiado recentemente ao DEM – para sinalizar uma fragilidade na base do democrata.
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