Alas LGBTs: ‘Não resolve o problema’, diz especialista; ‘Preserva detentos’, alega secretário
Por Alexandre Galvão
A criação de alas LGBTs em unidades prisionais na Bahia divide opiniões. Sob a alegação de que a medida tem o intuito de “preservar” a integridade dos detentos e "diminuir a violência praticada nos presídios”, o secretário de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), Nestor Duarte, contatado pelo Bahia Notícias, defendeu a medida e disse que o projeto, mesmo antes do anúncio, já era usado no estado. “Na [penitenciária] Lemos de Brito já separamos os detentos. Não podemos colocar junto com os outros internos porque pode acontecer alguma violência, mas só fazemos isso quando identificamos demanda”, afirmou. O titular da pasta admitiu que, diferentemente do que foi feito em outros estados, a Bahia não realizou nenhum levantamento prévio do número de internos lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros. “É uma demanda que vem aumentando”, reconheceu, sem apresentar nenhum dado. Duarte afirmou ainda que a superlotação nas unidades prisionais não será, futuramente, um problema para a criação das repartições, já que, segundo ele, “a situação da superlotação vai ser resolvida com as novas unidades”.

