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Caso Amarildo: Ex-comandante de UPP nega ter coagido testemunhas para denunciar traficante

Por Luciana Nunes Leal | Agência Estado

O ex-comandante da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha, no Rio de Janeiro, o major Edson Santos, negou ter coagido duas testemunhas a denunciarem traficantes da favela pelo assassinato do pedreiro Amarildo Souza, desaparecido há dois meses. Ele disse estranhar que a moradora que acusou o traficante Catatau do sumiço de Amarildo tenha mudado sua versão, depois de denunciar à polícia o desaparecimento do filho mais velho. "Nunca houve nenhuma oferta à testemunha, nego todas essas acusações. Acho muito estranho que ela mude a versão um dia depois que registrou o sumiço do filho mais velho. Estou aguentando tudo isso, não sei o que está acontecendo. Não coagi ninguém", disse o major, por telefone. Em julho, a mulher afirmou em depoimento ao Ministério Público que Catatau a expulsou da Rocinha e ameaçava matar seu filho mais novo, como havia feito com Amarildo. O rapaz, de 16 anos, estava sob custódia no Hospital Municipal Miguel Couto desde maio, quando foi baleado, durante uma blitz. Em nota, a Polícia Civil disse que as investigações do desaparecimento de Amarildo ainda estão em curso e o conteúdo dos depoimentos não será revelado.

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