'Não vamos retroceder', diz líder do prefeito sobre pressão de empresários para diminuir IPTU
Por Evilásio Júnior/ Alexandre Galvão
A reunião entre empresários filiados à Associação Baiana de Supermercados (Abase) e o secretário municipal da Fazenda, Mauro Ricardo Costa, para discutir a variação dos valores do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU), nesta sexta-feira (13), terminou sem avanços, à exceção do tradicional discurso de "abertura do diálogo". Após o encontro, intermediado pelo líder da maioria na Câmara, Joceval Rodrigues (PPS), na sede da Sefaz, no Centro Histórico, o vereador foi taxativo ao defender a posição da prefeitura, que não pretende alterar o texto original do projeto, batizado por Costa de "Robin Hood", por ampliar a isenção para imóveis de até R$ 80 mil e fechar o cerco contra "quem pode contribuir mais". “A cidade está acabada e precisando de recursos. Não vamos retroceder de forma alguma”, avisou. O governista citou o exemplo de um condomínio de alto padrão no Corredor da Vitória para expor a necessidade de ajustamento da cobrança da tarifa. Lá, segundo ele, apartamentos de luxo avaliados em mais de R$ 5 milhões são taxados em R$ 700 mil para fins de IPTU. “Pessoas que moram no Morada dos Cardeais pagam bem menos do que o valor justo. Pessoas que têm condições de pagar estão pagando muito menos”, exemplificou, ao citar que, com a trava adotada pelo Município na matéria, mesmo com a necessidade de correção das distorções, o valor do tributo não poderá ser incrementado em mais do que 35%.
