Autoridades da Bolívia apresentam documentos sobre Roger Molina ao governo brasileiro
Autoridades da Bolívia se reuniram nesta sexta-feira (6) com os ministros brasileiros José Eduardo Cardozo (Justiça) e Luís Inácio Adams (Advocacia-Geral da União), para entregar documentos relativos aos processos contra o senador Roger Pinto Molina que comprovariam a prática, pelo político, de cinco crimes. Integrado pelos ministros Carlos Romero (Casa Civil), Nardi Suxo (Transparência e Luta contra a Corrupção) e Cecilia Ayllón (Justiça), pelo o deputado Héctor Arce, o procurador-geral interino da Bolívia, Roberto Ramirez, e o embaixador boliviano no Brasil, Jerjes Talavera, o grupo alega que Molina responde a processos por desvio de recursos públicos e crime ambiental, que teriam gerado um prejuízo equivalente a R$ 6 milhões aos cofres públicos da Bolívia. Os documentos serão encaminhados ao Comitê Nacional para Refugiados (Conare), que dirá se o senador vai receber status de refugiado ou asilado político. "Pela legislação brasileira, quando uma pessoa ingressa no Brasil e pede refúgio, essa condição, por lei, é imediatamente aprovada, mas de maneira provisória. Caso o pedido seja negado, o senador ficará na condição de estrangeiro ilegal no país”, explicou à Agência Brasil o ministro da Justiça. Não há um prazo para a definição.
