Aliada do governo, Fabíola Mansur diz que há 'satanização' de médicos brasileiros
Por Rodrigo Aguiar
Oftalmologista, a vereadora Fabíola Mansur (PSB) saiu em defesa dos médicos brasileiros e questionou a contratação de profissionais estrangeiros para atuar no Brasil pelo programa Mais Médicos, instituído por uma medida provisória “açodada” e “inoportuna”, na avaliação da edil. Integrante de uma legenda aliada do PT, a socialista não poupou críticas sequer ao acerto entre os governos brasileiro e cubano, ao defender que há uma “precarização do vínculo trabalhista” no acordo. “Defendo as liberdades individuais. Queremos saber se serão respeitados os direitos dos colegas cubanos”, declarou. Em entrevista ao Bahia Notícias, a vereadora condenou as vaias contra os estrangeiros e as mensagens racistas ou xenófobas, ao defender que “médico não tem cara; tem coração”. No entanto, alertou para a “generalização” que tem tomado conta do debate na outra direção e rejeitou os rótulos de “mercenários” e “corporativistas,” atribuídos aos médicos brasileiros. “Eu refuto isso. Tenho 26 anos de profissão. Trabalhei no SUS. Atendi no interior. Não se pode satanizar ou santificar os médicos, que não são os únicos culpados pela crise na saúde”, avaliou. Fabíola reconheceu a falta de médicos em diversas regiões, principalmente no interior do país, mas argumentou que, além de mais profissionais, são necessários mais recursos e estrutura, além de um plano para garantir a interiorização dos serviços, como acontece com a atuação dos juízes. “Não discordamos que faltam médicos. O diagnóstico é o mesmo. Apenas temos ideias diferentes sobre o tratamento. Não existe saúde só com mais médico”, analisou.
