Sem acordo, Senado adia votação de minirreforma eleitoral
Sem acordo sobre mudanças nas regras das eleições, o Senado adiou para a semana que vem a votação da minirreforma eleitoral em tramitação na Casa. A proposta é uma versão compacta, com temas mais "simples" que a discutida na Câmara, mas não há consenso entre os partidos para a sua aprovação. Relator da minirreforma, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) retirou alguns pontos do texto sobre os quais não há acordo, entre eles o que reduzia o prazo para campanhas eleitorais. Segundo a Folha, na versão original, o senador havia fixado o dia 5 de agosto para o início das campanhas, mas manteve para o dia 5 de julho – como previsto atualmente pela legislação. "A oposição não concordou com a redução desse prazo, apesar de eu entender que é um mês morto porque as campanhas no rádio e na TV só começam em agosto. Mas retirei para construir acordo", afirmou. Jucá também incluiu na minirreforma a possibilidade de os partidos utilizarem recursos do fundo partidário em atividades das siglas se, ao final do exercício financeiro, a fundação ou instituto de pesquisa da sigla não tiver usado todo o montante. "Às vezes tudo não é gasto, isso permite que os partidos apliquem em outras atividades", afirmou Jucá. Outra mudança é permitir o cancelamento imediato da filiação partidária se o candidato estiver filiado a um novo partido. Se houver mais de uma filiação na Justiça Eleitoral, prevalecerá a mais recente e as demais serão automaticamente canceladas.
