Executivo nega ter participado de fraude da Siemens
O engenheiro Adilson Primo, ex-presidente da Siemens no Brasil demitido pela multinacional em 2011, negou nesta terça-feira (27) em depoimento ao Ministério Público ter participado de supostas irregularidades em contrato para a reforma de trens do Metrô de São Paulo. Primo diz que só assinou um documento na licitação porque o diretor da área estava fora da empresa. Segundo a Folha, ele chegou ao MP acompanhado pelo advogado Sérgio Alvarenga, do escritório Mariz de Oliveira. Entrou com um sacola cheia de papéis e saiu sem ela uma hora e meia depois. O inquérito apura uma concorrência concluída em 2009 pelo Metrô para reformar 96 trens das linhas 1 e 3, no valor de R$ 1,75 bilhão, dividido em quatro lotes. Cada carro reformado custaria até 85% do preço de um novo, o que motivou uma representação em 2012 do então deputado estadual Simão Pedro (PT). Pedro, hoje secretário de Serviços da prefeitura paulistana, disse na petição que não faz sentido reformar carros com 30 anos de idade por R$ 3,5 milhões quando um novo custa R$ 300 mil a mais. O Metrô nega irregularidades no contrato. As suspeitas sobre a reforma aumentaram após a Siemens ter delatado ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) a existência de um suposto cartel no mercado de trens no Estado de São Paulo, governado pelo PSDB, e no Distrito Federal, entre 1998 e 2008.
