Peritos do Incra ameaçam greve e demissão coletiva
Cinquenta e três peritos federais agrários que ocupam cargos de chefia ou assessoria no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) prometem colocar seus cargos à disposição. O pedido de exoneração coletiva, que deverá ser entregue nesta segunda-feira (26), é em protesto contra a recusa do governo federal em aceitar as reivindicações salariais da categoria. Segundo o presidente do Sindicato Nacional dos Peritos Federais Agrários (SindPFA), Ricardo Araújo Pereira, em entrevista ao jornal Correio Braziliense, parte dos profissionais já entregou o pedido de desligamento ao longo das últimas duas semanas. A principal reivindicação dos servidores é a equiparação salarial com os fiscais agropecuários do Ministério da Agricultura. Segundo Pereira, até o ano 2000, as duas carreiras ganhavam salários iguais, mas hoje, conforme o representante sindical, um funcionário do Incra recebe cerca de 40% do que ganha um profissional do ministério. Para forçar a negociação, o sindicato convocou os peritos federais agrários de todo o país a voltarem a paralisar suas atividades a partir da próxima terça (27). Se acontecer, a greve se estenderá, inicialmente, até quinta (29). A classe já fez várias paralisações nacionais. A última delas ocorreu entre os dias 20 e 22 de agosto deste ano. De acordo com a entidade representativa, trabalhos administrativos e viagens a campo foram interrompidos durante as duas últimas paralisações, o que afetou a emissão dos laudos agronômicos necessários aos decretos de desapropriação de terras para fins de reforma agrária e na certificação de georreferenciamento de imóveis rurais.
