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Largo da Dinha: Prefeitura determina redução do número de mesas por bar

Por Carol Prado

Foto: Divulgação
Quem costuma frequentar o Largo da Dinha, região mais movimentada do Rio Vermelho, terá que aprimorar (ainda mais) a habilidade de brigar por mesas. Isso porque os quatro bares situados no local, Santa Maria Pinta e Nina, Boteco 68, Barbitúrico e Bar Vermelho, terão que reduzir o número de lugares disponíveis para os clientes, de acordo com determinação da prefeitura de Salvador, que alega estar, assim, “respeitando os pedestres que circulam na área”. Em operação conjunta iniciada na última quarta-feira (14), a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop), a Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo (Sucom) e a Guarda Municipal notificaram os estabelecimentos irregulares e acionaram uma equipe de fiscalização noturna que deve atuar em toda a orla da capital. Em entrevista ao Bahia Notícias, a titular da Semop, Rosemma Maluf, explicou que o objetivo é evitar o uso indevido do espaço público pelos empresários. “Uma avaliação técnica foi feita para definir a capacidade máxima de mesas e cadeiras de cada bar e restaurante da cidade. O problema é que muitos estabelecimentos estavam utilizando as ruas como queriam. Só queremos fazer o que está na legislação municipal”, definiu. No Facebook, muitos adeptos das tradicionais noites boêmias na Dinha já se mostram indignados com a mudança. Em um post que já conta com mais de 290 compartilhamentos na rede social, o músico Tato Lemos diz ter presenciado uma das ações da gestão municipal, que teria retirado a maioria das mesas do largo neste sábado (17). “O prefeito deveria colocar os rapas para tapar os buracos da cidade. Será que ele não sabe que a praça recebe cerca de 800 pessoas por dia?”, questionou. De acordo com Rosemma, porém, para abrigar o alto contingente de pessoas que vão ao local, as secretarias irão negociar com os donos dos estabelecimentos para que, apenas aos sábados e domingos, a capacidade seja flexibilizada de acordo com a demanda. “Mesmo assim, não podemos ter uma lei para cada região. A gestão tem que ser imparcial, com base na legislação. As pessoas estavam habituadas a usar o espaço público como privado e vão ter que se acostumar com a fiscalização”, decretou. 

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