Gabrielli nega erro na compra de Pasadena em audiência no Senado
O ex-presidente da Petrobras e atual secretário de Planejamento da Bahia, José Sérgio Gabrielli, negou nesta terça-feira (6) que tenha havido erro na negociação de uma refinaria em Pasadena, nos Estados Unidos. Em audiência pública a convite da Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) do Senado, Gabrielli explicou que “a aquisição da refinaria foi um negócio normal, com preços em linha com o mercado”. De acordo com ele, o custo total da indústria foi de US$ 486 milhões. Em dezembro último, reportagem da revista Veja mostrou que a petrolífera brasileira comprou 50% da refinaria em 2006 por US$ 360 milhões e a outra metade em junho do ano passado, por US$ 839 milhões, após uma batalha judicial. No fim de 2012, a estatal resolveu se desfazer da refinaria: colocou-a a venda por US$ 1 bilhão, mas recebeu apenas uma oferta de US$ 180 milhões, e desistiu temporariamente da venda. O saldo total gasto pela estatal com a refinaria, que possuía uma estrutura inadequada para o refino do petróleo bruto vindo do Brasil, foi de US$ 1,18 bilhão. Oito anos antes da compra pela Petrobras, a unidade havia sido adquirida pela belga Astra Oil por US$ 42 milhões. O ex-presidente afirmou que a compra por US$ 42 milhões se somou a investimentos de US$ 84 milhões por parte da Astra Oil antes da venda à Petrobras, o que teria elevado o valor real. "Você não compra uma refinaria pelo valor existente, mas pelo valor que esse ativo vai gerar no futuro em função das expectativas sobre a margem que essa refinaria vai ter", disse Gabrielli, ao explicar a atuação da Petrobras.
