‘Sociedade decide se vai ter ou não transplante’ diz coordenador de procedimento na Bahia
Coordenador do sistema estadual de transplantes, o médico Eraldo Moura falou ao Bahia Notícias sobre a recente pesquisa da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO) que colocou a Bahia na 18ª posição no Brasil. Para Moura, o resultado não representa inferioridade em relação ao resto do país e deve ser relacionado a outras variáveis como número de doadores, área e infraestrutura. “O único estado em que a gente pode comparar com a Bahia é Minas Gerais que é grande e tem uma quantidade de municípios semelhante. E se eu falo em transplante de medula, apenas sete estados realizam”, afirmou. Segundo o também cirurgião, a cultura do transplante ainda é recente (a partir dos anos 80 começou a ser considerado como eficaz) e explica porque o estado demorou a subir os degraus na escala brasileira. Segundo ele, só a partir de 2006, com 17 doadores, os números começaram a virar ao atingir 77 doações em 2012. Hoje, a média baiana é de 8 doadores por milhão de habitantes. Distante ainda de Santa Catarina, com 25/milhão (melhor percentual brasileiro) e do Ceará, com 20/milhão. Na conversa com o BN, o médico ainda falou sobre a interiorização do procedimento, refutou o comércio de órgãos “um tabu criado” e estendeu a responsabilidade sobre o futuro dos transplantes no estado. “A sociedade tem a decisão fundamental se vai ter ou não o transplante”, declarou. Confira a conversa na íntegra na Coluna Saúde.
