Secretário Eduardo Salles condena importação de bananas do Equador
O secretário estadual de Agricultura, Eduardo Salles, enviou um ofício nesta quarta-feira (17) ao ministro da Agricultura, Antonio Andrade, com posição contrária do Conselho Nacional de Secretários de Agricultura (Conseagri), presidido por ele, sobre a possibilidade de importação de bananas do Equador. De acordo com o titular do governo, a entrada da fruta “representa risco de introdução de doenças em nosso país que colocariam sob ameaça a lavoura, com prejuízos incalculáveis não apenas de natureza econômica mas também do ponto de vista social em consequência da redução de postos de trabalho e ampliação do êxodo rural que essa medida viria a ensejar”. O chefe da pasta pondera ainda que a importação, do ponto de vista sanitário, seria um desastre pela possibilidade da entrada no Brasil de doenças inexistentes e já instaladas no país sul americano, o que coloca sob ameaça a produção nacional. Além disso, segundo ele, os bananais equatorianos recebem 40 pulverizações com defensivos químicos por ano, quatro vezes mais que os brasileiros. “A Bahia se tornou o primeiro estado brasileiro, reconhecido pelo Ministério da Agricultura, como área livre da Sigatoka Negra”, defendeu. Já o presidente da Associação dos Produtores de Banana da Bahia, Ervino Kogler, afirmou conhecer de perto os riscos que a importação representa para o país. “Estive no Equador e pude ver a grande quantidade de Moko e a forma incorreta com a qual os produtos agrícolas são armazenados naquele país”, informou. No documento entregue ao ministro, a Conseagri afirma ainda que a importação da banana abre espaço para uma concorrência desleal e desnecessária, diante do baixo custo da produção do Equador, os baixos impostos, a mão-de-obra barata e as condições de trabalho ilegais, com participação de crianças na produção.
