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Acidente da TAM em Congonhas faz 6 anos; julgamento de réus começa em agosto

Foto: Eugênio Goulart/ AE
Completa seis anos nesta quarta-feira (17) o maior acidente da aviação brasileira, com o voo JJ 3054 da TAM, que matou 199 pessoas no aeroporto de Congonhas (SP). As audiências que julgarão os três primeiros réus começam no dia 7 de agosto, com depoimentos das testemunhas de acusação na 8ª Vara Criminal Federal em São Paulo. As testemunhas de defesa terão seus depoimentos colhidos entre novembro e dezembro e os réus falarão depois de todas as testemunhas. A sentença, portanto, só deve sair em 2014. Os acusados respondem por atentado contra a segurança do transporte aéreo e a pena para o crime chega a até 12 anos de prisão. A ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Denise Abreu, é apontada pelo Ministério Público Federal (MPF) como corresponsável por ter liberado a pista do aeroporto sem a execução do serviço de grooving – ranhuras que facilitam a frenagem das aeronaves. O então diretor de Segurança de Voo da TAM, Marco Aurélio Castro, e o vice-presidente de Operações da TAM Linhas, Alberto Fajerman, “não providenciaram o redirecionamento necessário das aeronaves para outro aeroporto, mesmo após inúmeros avisos de que a pista principal de Congonhas estaria escorregadia, especialmente em dias de chuva”, segundo o MPF. Os dois executivos são acusados ainda de não ter alertado os pilotos sobre a mudança de procedimentos quando o reversor estivesse desativado. Para o órgão federal, as imprudências levaram o avião a atravessar toda a pista do aeroporto sem conseguir parar até bater em um prédio no lado de fora do terminal.

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