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A CRISE DOS CARTÕES

Em sua coluna de hoje no jornal "A Tarde", Samuel Celestino comenta sobre o escândalo dos cartões corporativos que começou no Carnaval e está a se transformar numa crise envolvendo governo, oposição e a criação de uma CPI. Segundo Celestino, abriu-se tempo para que governo e oposição se engalfinhassem já que o governo quer uma CPI pura (só no Senado) e a oposição, mista (com a participação dos deputados). Outro ponto de divergência é o período em que os gastos serão investigados. O governo quer uma apuração a partir de 1998, para alcançar os gastos dos cartões no segundo governo de FHC. O DEM e o PSDB ameaçam não assinar o requerimento, pois defende que se investigue a partir de 2002. Atualmente, 11.500 cartões estão com funcionários públicos. O Portal Transparência não alcança todos os gastos, porque 75% deles foram feitos com saques em dinheiro vivo. De acordo com Celestino, houve, de fato, um descontrole no uso dos cartões por parte do governo e as oposições não acertaram um discurso para uma questão tão relevante.

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