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Pescadores e marisqueiras protestam na sede da prefeitura de Salvador

Por Juliana Almirante

Foto: Bahia Notícias
Pescadores e marisqueiras de comunidades da Baía de Todos os Santos, como a Ilha dos Frades, protestam nesta segunda-feira (17) em frente à sede da prefeitura de Salvador para pedir contrapartidas da Petrobras em razão dos prejuízos que a vêm sofrendo com a construção do Terminal de Regaseificação da estatal. A manifestação ocorre com a expectativa de uma reunião entre o prefeito ACM Neto e a diretoria de Gás e Óleo da empresa, que causa ainda mais preocupação na comunidade. De acordo com o presidente da associação de pescadores da região, Antonio Jorge, a situação se estende desde 2011 e a comunidade ainda não teve retorno da Petrobras. Ele e outras três pessoas da comunidade foram recebidos por uma comissão da prefeitura para tentar solucionar o problema. Segundo os pescadores, a obra do terminal continua, apesar da proibição pela Justiça e pela Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo do Município (Sucom) e de um embargo pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). “Ninguém pode pescar em até 500 metros de distância da obra. Minha canoa já foi parar no fundo do mar, porque as lanchas passam com toda a velocidade”, denunciou a marisqueira Marilda Andrade, em entrevista ao Bahia Notícias. “O que tem salvado a comunidade é a desova do camarão subsidiada pelo governo”, completou, ao contar que o funcionamento das obras já matou muitos mariscos e peixes na região. As comunidades da Baía de Todos os Santos pedem, como contrapartida, um centro de atendimento à saúde, cursos profissionalizantes e viveiros para camarão, para que a comunidade possa criar o animal fora do mar, já que não podem pescar.

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