Padilha defende importação de médicos e Pelegrino propõe combate ao preconceito
Em audiência pública na Câmara Federal, nesta quarta-feira (12), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que para o Brasil importar médicos do exterior não existe uma proposta isolada. “Precisamos adotar todas as estratégias possíveis para levá-los mais perto da população”, disse, ao acrescentar que a proporção de médicos por habitantes no País é das mais baixas. Padilha lembrou que o país tem, em média, 1,8 médico para cada grupo de mil habitantes enquanto na Argentina este percentual é de 6,7 em Cuba, na Argentina é de 3,2, no Uruguai chega aos 3,7, em Portugal, 3,9, na Espanha, 4,0. O agravante é que 22 estados brasileiros estão abaixo da média nacional de 1,8. Quase duas mil cidades têm menos de um médico para cada três mil habitantes na Atenção Básica. Na mesma direção, o deputado federal Nelson Pelegrino (PT-BA), que requereu a audiência, declarou que não se deve ter preconceito quanto à origem dos médicos estrangeiros, basta que sejam bem formados em qualquer país e validem os diplomas. “Faltam médicos e os que temos estão mal distribuídos. Precisamos resolver a necessidade da população que não pode aguardar o ciclo de formação dos profissionais no Brasil”, disse. O petista explicou que os médicos de fora passarão por “avaliação criteriosa” para obter o direito de trabalhar, por período determinado, estritamente nas áreas de escassez. Médicos formados na Espanha e em Portugal terão prioridade.
