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Ademi contesta diagnóstico da Mata Atlântica lançado pelo MP e prefeitura

A Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário da Bahia (Ademi-BA) contestou o Diagnóstico de Vegetação do Bioma Mata Atlântica na Cidade de Salvador, lançado nesta sexta-feira (24) pelo Ministério Público do Estado da Bahia e prefeitura de Salvador. O projeto foi concebido pela 5ª Promotoria de Justiça do Meio Ambiente (5ª PJMA). Segundo Ana Luzia Santana, titular da promotoria, o profundo mapeamento de vegetação realizado pelo MP é necessário para a elaboração de um Plano Municipal de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica. A Ademi, no entanto, argumenta que o poder público não forneceu o mapeamento da pesquisa ao assistente técnico da associação que participou do Grupo de Trabalho. A entidade representativa do setor imobiliário também alega que a antiga gestão municipal alertou ao MP que não houve participação de técnicos da antiga Superintendência de Meio Ambiente (SMA). Em função disso, o levantamento teria “dados técnicos inconsistentes”. “Portanto, a recepção deste trabalho pela atual administração municipal, sem levar em conta as ponderações apresentadas pelo Município e pela Ademi se afigura temerária e poderá trazer mais insegurança jurídica ao mercado imobiliário local”, diz o texto, assinado por Nilson Sarti, presidente da entidade empresarial.

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