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Membro da Vanguarda Paulista, Ná Ozzetti comenta 30 anos de carreira e cenário musical

A cantora paulistana Ná Ozzetti desembarca em Salvador para a realização de cinco shows na Caixa Cultural de Salvador, entre os dias 22 e 26 de maio. Considerada uma das melhores intérpretes do país, Ná começou a cantar no Rumo, grupo símbolo da lendária Vanguarda Paulista, em que interpretava com sensibilidade e rigor técnico as canções de compositores como Luiz Tatit, Zé Miguel Wisnik, o irmão Dante Ozzetti, Itamar Assumpção e tantos outros. Os três primeiros músicos dessa lista, inclusive, são parceiros intensos do trabalho de mais de trinta anos da cantora. "Nossa relação é algo como se fosse família mesmo, onde você tem aquele elo de afinidade, de prazer de estar junto, de trabalhar junto, de admiração", contou em entrevista ao Bahia Notícias. Apesar de no disco “Meu Quintal”, lançado em 2011, ter composto 11 das 12 faixas, Ná se considera intérprete, e não compositora. “Eu não sou uma pessoa que fica no dia a dia compondo canções. Acho que o meu dia a dia é fazer músicas, seja interpretando ou pesquisando outros trabalhos, outras influências”, acredita. No quintal do Brasil e da música brasileira, onde se sente em casa, Ná acredita ter semeado bons frutos. “Eu não sou ninguém também para apontar se há uma influência direta com o que nós fazíamos, mas eu vejo uma similaridade, como se fosse uma continuidade, no sentido do experimentalismo, para brincar com linguagem, com sonoridades, com a forma de criar canções, de timbrar”, explicou ao apontar nomes como Tulipa Ruiz, Anelis Assumpção, Karina Buhr, Rodrigo Campos e Leo Cavalcanti. Leia entrevista na íntegra na Coluna Cultura.

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