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AL-BA: Petista critica a condenação de um jornalista 'pelo simples fato de dizer a verdade'

Foto: Divulgação
Durante audiência pública da Comissão Especial da Verdade da Assembleia Legislativa do Estado, realizada na manhã desta terça-feira (21), o deputado Joseildo Ramos (PT) saiu em defesa do jornalista e suplente de deputado federal, Emiliano José (PT). O parlamentar criticou a decisão judicial que obrigou o petista a retirar do site um artigo de sua autoria que relata a prática de tortura pelo bispo Átila Brandão, tenente da Polícia Militar na época da Ditadura. “É contraditório. A justiça parece proteger a tortura e censurar os atos de barbárie. Parece que os fantasmas da Ditadura vivem a rondar por aí. Em plena democracia, um jornalista é condenado pelos simples fato de dizer a verdade”, criticou Joseildo. A juíza Marielza Brandão, da 29ª Vara dos Feitos de Relação de Consumo, Cíveis e Comerciais de Salvador, obrigou Emiliano José a retirar o artigo “A premonição de Yaiá”, também publicado no Jornal A Tarde, que aponta o pastor Átila Brandão, que atualmente é pastor da Igreja Batista do Caminho das Árvores, como responsável pelas torturas do seu filho, o historiador Renato Afonso Carvalho.  Presidida pelo deputado Marcelino Galo (PT), a comissão tem o objetivo de trazer à tona as violações de direitos humanos praticadas durante o período da ditadura militar na Bahia. "Não podemos esquecer jamais daquela geração de lutadores e lutadoras que ousou peitar a ditadura e pagou o preço de ser perseguida, presa, torturada e morta. Isso não tem perdão", declarou Gilney Viana, assessor da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e ex-preso político. 

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