Prefeitura questiona volume de vazamento apresentado pela Petrobras
A Prefeitura de São Sebastião, litoral paulista, contestou a informação da Transpetro de que o volume de óleo vazado do Terminal Almirante Barroso, na sexta-feira (5), seria de 3,5 metros cúbicos. Segundo o órgão, que está preparando um diagnóstico completo, a quantidade divulgada não seria suficiente para atingir praias e diversos ecossistemas costeiros. “Colocar mais de 300 homens nas praias, utilizar duas aeronaves e vários equipamentos de limpeza mecânica são evidências de que o volume do produto vazado foi superior ao divulgado”. O secretário de Meio Ambiente de São Sebastião, Eduardo Hipólito do Rego, destacou que a fazenda marinha, responsável pela criação de mexilhões e peixes, no município foi totalmente prejudicada. “A pesca está proibida. Porém, as áreas onde o camarão está se reproduzindo são locais que foram contaminados. Como a gente vai dimensionar a futura safra do camarão, que é daqui a um ou dois meses?”, indagou. Os trabalhos de contenção e remoção dos resíduos foram suspensos pela Transpetro e Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) após a constatação de que a operação foi bem-sucedida. O Ministério Público Estadual instaurou um inquérito civil para apurar os danos ambientais e pescadores devem se reunir nesta quarta para avaliar a dimensão do impacto e decidir sobre a indenização a ser pedida. Informações Agência Brasil.
