Contas de Estados têm o pior resultado desde 1999; financiamento de obras é o principal motivo
Gastos em expansão e estímulos oficiais à aceleração das obras fizeram cair pela metade o orçamento poupado pelos governadores para o abatimento de dívidas e os Estados brasileiros registraram em 2012 os maiores déficits desde 1999, ano anterior à entrada em vigor da Lei de Responsabilidade Fiscal. Segundo levantamento realizado pela Folha, Rio de Janeiro, Pernambuco, Paraíba, Sergipe, Acre, Amapá, Roraima e o Distrito Federal não tiveram receita suficiente para cobrir despesas com pessoal, ações sociais, custeio e investimentos. Em 2011, apenas Pernambuco e Sergipe haviam fechado no vermelho. A principal razão para o endividamento, segundo o periódico, é o crescimento mais lento da economia e da arrecadação de impostos em comparação à oferta, pelo governo federal, de financiamentos para obras públicas. Segundo a Secretaria da Fazenda do Rio, que caiu de um superávit de R$ 2,6 bilhões, em 2011, para um déficit de R$ 0,9 bilhão em 2012, os números são considerados naturais, por conta dos investimentos de longo prazo do Estado. O maior déficit do país, de R$ 1,1 bilhão, foi contabilizado em Pernambuco, estado gerido por Eduardo Campos (PSB), que deve se lançar candidato ao Planalto em 2014.
