Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias
Você está em:
/
Notícia
/
Geral

Notícia

Ministro ucraniano nega fuga, mas biólogo diz que golfinhos podem ser treinados para matar

Por Bárbara Affonso

Foto: Reprodução
O ministro de Defesa da Ucrânia, Pavlo Lebedev, negou nesta quinta-feira (14) as informações veiculadas por diversos veículos de imprensa de que três golfinhos treinados pelas forças especiais do país para desarmar minas e assassinar mergulhadores inimigos teriam fugido da base naval de Sebastopol. Rumores sobre treinamento militar de animais no país existem há décadas e o gestor ucraniano se recusa a confirmar que a marinha faz uso dos cetáceos, apesar de muitas aparições do bicho em bases navais e com equipamentos atados ao corpo. O oficial da unidade antissabotagem da extinta União Soviética, Yury Plyachenko, chegou a afirmar ao jornal britânico Daily Mail que os animais poderiam ter fugido para acasalar. "Se um golfinho macho viu uma fêmea, ele partiu atrás dela. Mas deve regressar em uma semana ou um pouco mais", comentou. 
 

 
Verdade ou boato, o fato é que os golfinhos têm inteligência suficiente para matar pessoas e o animal já foi utilizado pela marinha americana, nos anos 70, para detectar minas, segundo informações do biólogo do Instituto Baleia Jubarte, Clarêncio Baracho. “Muitos animais podem ser utilizados para este fim e os golfinhos são muito inteligentes. Hoje em dia, porquinhos da índia são usados para detectar minas terrestres na África, por exemplo”, contou, em entrevista ao Bahia Notícias. Segundo Baracho, caso o treinamento realizado com os cetáceos seja especificamente para combate militar, a população do Mar Negro não precisa se preocupar com os rumores. “Se isso realmente acontece, os golfinhos devem ser treinados para buscar mergulhadores com determinadas roupas, de determinada cor, ou em uma situação específica, ou em um determinado horário”, tranquiliza, ao alertar a importância de não associar comportamentos animais a comportamentos humanos. “Quando estudamos o comportamento animal, deixamos de lado a percepção humana, antropomórfica. No mundo animal, alguns comportamentos que podem parecer agressivos ou sexuais têm a ver apenas com a forma de relações sociais formadas entre as espécies”, compara. Enquanto na cultura popular brasileira a lenda do boto rosa é usada para justificar gravidez fora de casamento, o "pai" da notícia da fuga dos supostos golfinhos assassinos na Ucrânia ninguém sabe quem é.

Compartilhar