Paulo Câmara não garante manutenção de acordo pela presidência após 'rebeldia' de Muniz
Por Rodrigo Aguiar
Presidente do Legislativo de Salvador, o vereador Paulo Câmara (PSDB) minimizou a rebelião organizada pelos vereadores Henrique Carballal (PT) e Carlos Muniz (PTN), mas avisou que o acordo para o último edil substituí-lo no comando da Casa pode ser modificado. “Meu pacto é com a cidade. Meu mandato é até ano que vem, e isso será decidido pelos vereadores. Da minha parte, não está [sacramentado]; compete ao colégio de líderes e a todos os vereadores”, definiu o tucano em entrevista ao programa Acorda pra Vida, da Rede Tudo FM 102,5. Apesar de destacar que é um direito dos vereadores obstruir as sessões com o apoio do regimento, Câmara alertou para a mistura entre “problemas pessoais e questões da cidade”. “Se quiserem obstruir todas as sessões, é um direito dos vereadores. Enquanto estiver dentro do regimento, paciência”, afirmou. O presidente da Casa disse ainda que não cabe a ele a tentativa de pacificar a relação de Muniz, integrante de um partido da base aliada, com o Executivo municipal. “Compete ao líder organizar a sua base. Como presidente, tenho que manter um equilíbrio na gestão da Casa. O vereador Carlos Muniz fala aos quatro cantos que está insatisfeito. Isso tem que ser conversado com o líder do PTN, que faz parte da base do governo. Não é competência da presidência”, finalizou.
