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'Há blocos de mascarados, mas não é isso que o povo quer', diz diretor da Central do Carnaval

Foto: Tiago Melo / Bahia Notícias
Defensor fervoroso da forma como é realizado atualmente o Carnaval de Salvador, Joaquim Nery, diretor e um dos fundadores da Central do Carnaval, principal empresa de comércio de abadás para a festa, faz questão de dizer que não sente saudade alguma da folia da época de Dodô e Osmar. Em entrevista ao Bahia Notícias, o empresário, recentemente criticado por afirmar, em artigo, que “preservar a cultura é folclore” ao desaprovar os nostálgicos dos antigos carnavais, disse que alguns baianos nutrem uma espécie de preconceito contra o desenvolvimento comercial da folia. “Ao contrário, nós deveríamos estar comemorando. Que bom que a Bahia criou um negócio bacana, que ajuda na geração de emprego e traz turista para a cidade. Infelizmente, ainda há setores que veem isso como inimigo”, lamentou. Nery também atribuiu o modelo atual, criado em grande parte pela companhia que administra, a uma necessidade “natural” do público. “Há espaços para blocos de mascarados, mas não é isso mais o que o povo quer. O carnaval leva às ruas dois milhões de pessoas, que querem brincar com um som maravilhoso, um trio elétrico super potente e uma banda ótima”, explicou. Polêmico, ele destacou os resultados do próspero carnaval de 2013, criticou o comércio paralelo de abadás e admitiu o crescimento das fanfarras no Carnaval de Salvador, que contradiz tal paixão dos foliões pelos trios. O empresário, porém, ponderou: “Há espaço para a festa da quarta-feira. Mas ela não pode conviver ao lado de um trio elétrico”. Leia a entrevista na íntegra.

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