Oposição esbraveja e Paulo Câmara se diz infeliz com resultado de instalação de Comissão
Por Bárbara Affonso
O líder da oposição na Câmara de Vereadores, Gilmar Santiago (PT), demonstrou em plenário, na tarde desta terça-feira (19), sua insatisfação com o desfecho do processo de instalação da Comissão de Transporte, Trânsito e Serviços Municipais da Casa. “Quando sentamos para negociar nosso apoio, não foi só com o presidente Paulo Câmara (PSDB), mas porque ele representa a vontade do Executivo na Casa”, discursou o petista, ao lembrar a antecipação do resultado de vitória de Euvaldo Jorge (PP) pelo jornalista Evilásio Júnior no programa Acorda Pra Vida, da Rede Tudo FM, “dando a entender que a decisão foi tomada fora da Câmara, pelo poder econômico”. Para endossar o coro, o vereador Carlos Muniz (PTN) ameaçou retirar os nomes do partido da Mesa Diretora da Casa caso os oposicionistas façam o mesmo. “Houve falta de palavra do presidente Paulo Câmara e também do chefe do Executivo [ACM Neto], que me garantiram que seria Alberto Braga (PSC) o presidente da Comissão”, provocou, ao lembrar de um encontro com Câmara, o colega de legenda Kiki Bispo e o deputado estadual Bruno Reis (PRP). Candidato à presidência da Comissão de Transporte, Henrique Carballal (PT) também se manifestou em plenário e afirmou que o descumprimento do acordo trará consequências “muito sérias”. “Eu não fui derrotado, esta Casa foi derrotada. Vamos fazer oposição à sua gestão”, discursou o petista para o presidente Paulo Câmara. Em sua defesa, o tucano disse que considera o raciocínio dos oposicionistas “brilhante” e admitiu que “houve acordos com a oposição, mas com respeito à parte legal, informando aos líderes partidários que dessem seus nomes”. “Infelizmente, na Comissão de Transporte o acordo não logrou êxito”, justificou. Em meio à discussão, o vereador Odiosvaldo Vigas (PDT) informou sua renúncia à participação na Comissão de Saúde, Planejamento Familiar e Previdência Social e à suplência na Comissão de Constituição e Justiça.
