'Todo camarote tem um quê de casa grande, sim', diz secretário de Turismo e Cultura
Por Rodrigo Aguiar
O secretário municipal de Desenvolvimento, Turismo e Cultura, Guilherme Bellintani, opinou nesta segunda-feira (11) que os camarotes no Carnaval soteropolitano simbolizam, de certa forma, a manutenção da estrutura da casa grande do Brasil colonial. “Acho que [todo camarote] tem um quê de casa grande, sim”, afirmou em entrevista ao Bahia Notícias, ao ser questionado sobre uma faixa carregada por integrantes do PSOL durante a Mudança do Garcia, no Campo Grande. “O carnaval é um reflexo do que é o país, inclusive das suas desigualdades. Temos que trabalhar para reduzi-las, mas, em vez de criar guerra contra os camarotes, devemos abrir novos espaços para a participação de todos”, acrescentou. Como exemplo do raciocínio, o titular mencionou a necessidade de modificar aspectos da fila dos blocos. “Um espaço público não pode ser gerido pelo espaço privado”, disse. Em visita ao praticável da Rede Tudo FM 102.5, Bellintani comemorou, entretanto, o crescimento na venda de abadás e camarotes. De acordo com ele, houve aumento de até 30% em alguns casos. Outro aspecto a ser comemorado, segundo Bellintani, é o menor tempo de atraso no desfile dos blocos. “Houve um atraso médio de 50 minutos no Centro nos primeiros dias. Na Barra, zero”, declarou. O secretário reiterou que a média de ocupação hoteleira registrada durante o carnaval é de 90% este ano – e de 95% no circuito da festa. O plano de trabalho e ideias para o evento do próximo ano serão apresentados em coletiva na próxima quarta (13), assim como um balanço da atual edição.
