Debate sobre débitos da prefeitura com servidores de creches termina em bate-boca
Por Evilásio Júnior
A primeira sessão legislativa de 2013 na Câmara Municipal de Salvador, nesta segunda-feira (4), terminou em bate-boca e derrota para a bancada de apoio ao prefeito ACM Neto (DEM). Enquanto os servidores terceirizados que atuam nas creches da prefeitura protestavam no plenário Cosme de Farias contra o atraso dos salários de novembro, dezembro e décimo terceiro, as bancadas de governo e oposição entraram em choque. Em meio aos gritos de "Fora Bacelar, já chegou a sua hora", em referência ao secretário de Educação, João Carlos Bacelar, de um lado, o líder da minoria, Gilmar Santiago (PT), cobrava a quitação do débito, com o argumento de que o decreto que veta o pagamento de dívidas anteriores é "criminoso". Do outro, o líder do DEM, Léo Prates, tentava assegurar que não haverá calote, ao proclamar que "a marca dessa gestão será o pagamento em dia dos trabalhadores". No calor da discussão, os dois vereadores chegaram a colocar o dedo em riste um para o outro. "Ele me procurou, logo no início da legislatura, para intermediar a situação dos terceirizados da Educação. O prefeito retornou e disse que pagaria janeiro normalmente, rigorosamente em dia [até o quinto dia útil], e os débitos do passado seriam pagos ou a totalidade ou dois dos três atrasados, conforme a capacidade de endividamento do Município, entre 18 e 22, ou seja, seis ou sete dias úteis. Sentei com ele, expliquei e hoje ele monta isso aí. Se aproveitou do sofrimento dos trabalhadores", lamentou Prates, em entrevista ao Bahia Notícias, ao explicar o confronto: "Ele levantou o dedo e eu levantei também. Ficou elas por elas. Ele veio com tom duro e eu respondi. Mas não tenho problema nenhum com o vereador Gilmar".
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