Planejamento da Copa falha na mobilidade urbana
A mobilidade urbana das cidades sedes da Copa do Mundo de 2014, apontada como o maior legado para a população, é hoje o maior problema no planejamento. Reportagem do jornal o Estado de S. Paulo mostra que nenhuma das 50 obras prometidas em 2010 foi concluída, 13 foram retiradas do compromisso, e as 37 que continuam na matriz de responsabilidades tiveram o cronograma alterado – 19 delas houve também mudança no orçamento. Com a inclusão de obras de menor porte, as intervenções de mobilidade urbana somam 53 na matriz atual, mas o investimento destinado a elas caiu de R$ 11,59 bilhões em 2010 para R$ 8,6 bilhões no final de 2012. As intervenções em mobilidade urbana foram sempre defendidas como uma contribuição da Copa para o dia a dia dos cidadãos. O argumento era que o poder público investiria em obras estruturais para que depois do Mundial os benefícios pudessem ser sentidos pelos habitantes com mais opções de transporte público e melhoria no trânsito. Em Salvador, a matriz original trazia a previsão de apenas uma obra viária ligando o aeroporto ao acesso norte da capital baiana. A intervenção foi retirada e hoje a cidade terá como intervenções de mobilidade duas pequenas obras no entorno da Arena Fonte Nova. Segundo o governo do Estado, a obra viária foi substituída por um metrô, mas essa ação não foi incluída na matriz porque pode não ficar pronta para o evento.
