Conselho do Carnaval recomenda suspensão da criação do circuito 'Afródromo'
O Conselho Municipal do Carnaval (ComCar) recomendou ao prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), que não crie um novo circuito para a festa deste ano. Em nota enviada à imprensa nesta segunda-feira (7), o colegiado informou que enviou na última sexta (4) ao gestor soteropolitano um ofício com as deliberações. De acordo com o presidente da entidade, Pedro Costa, a sugestão para não implantar o novo espaço, batizado de "Afródromo", no Comércio, que teria atrações como Ilê Aiyê, Cortejo Afro, Muzenza, Filhos de Gandhy e Malê Debalê, se deve pela não apresentação do projeto à entidade. “Em nenhum momento o projeto foi apresentado ao Conselho ou aos seus membros representativos, formado pelos poderes municipal, estadual e legislativo, além de associações, sindicatos, federações de músicos, cronistas, artistas plásticos, blocos e entidades carnavalescas. Nenhum dos segmentos que compõem o Conselho foi também procurado, o que nos causou estranheza, uma vez que o órgão legalmente constituído para deliberar sobre o Carnaval de Salvador é o ComCar”, afirmou. Ainda segundo Costa, o projeto de criação do Afródomo não teria a garantia de segurança, saúde e limpeza; nem trata sobre impactos ambientais e ao patrimônio histórico, a concessão de espaço público e conflitos de interesses econômicos relacionados aos patrocinadores oficiais da folia momesca. “Além de interferência negativa sobre os circuitos oficiais, como por exemplo o circuito Osmar [Campo Grande], que vem ao longo dos últimos anos tendo uma atenção especial por parte da prefeitura de Salvador e pelo ComCar para sua revitalização. Sem contar os impactos negativos no circuito Batatinha [Centro Histórico], que se caracteriza pelos desfiles e manifestações culturais de pequenas entidades carnavalescas, em especial os afrodescendentes, apoiadas pelo poder público”, condenou.
