Empresários de Salvador em pânico
Por Ricardo Luzbel
Na cidade das incertezas, o empresariado de Salvador vive um momento tenso. Ao que se sabe, várias empresas do setor imobiliário que geram emprego estão com projetos parados desde o ano passado em virtude da derrubada pela Justiça da aprovação da Louos e PDDU, além da nova ameaça do prefeito eleito ACM Neto de derrubar alguns pontos. O mercado imobiliário baiano não vive um bom momento. Estima-se que há 19 mil unidades de apartamentos em estoque. Grandes empresas do setor já estão batendo em retirada da cidade, a exemplo da Gafisa e Cyrela. Esta última amargou um prejuízo de mais de R$ 100 milhões no Le Parc. Sem falar no Aeroclube, que está entregue à marginalidade, parado por uma ação judicial impetrada por advogados que, segundo inquérito policial, estavam a extorquir o mercado imobiliário. Outro ponto que deixou muitos em pavorosa foi a suspensão dos pagamentos pela prefeitura. Com certeza muitos justos estarão pagando por alguns pecadores. A maioria da dívida municipal de R$ 305 milhões é com fornecedores e prestadores de serviço honestos, que não trabalharam para João Henrique e sim para a cidade de Salvador. Com certeza famílias dependem desse recebimento.
