Dos bastidores
Por Samuel Celestino
A vitória de ACM Neto abrindo expectativas sobre mudanças aguardadas para Salvador (é importante para a sua carreira política deixar uma marca de bom gestor) não muda muito para o DEM. Ele é, de fato, uma boa nova para a sua legenda, mas apenas uma andorinha só. Seu partido continua cambaleando, terá batismo de fogo em 2014 quando não poderá, para demonstrar vitalidade, eleger menos de 40 deputados federais. No momento, o DEM tem apenas 29 parlamentares na Câmara dos Deputados. Assim posto, fica numa encruzilhada: ou se revitaliza ou o Democratas terá que procurar uma fusão com outro partido, surgindo um novo e terceiro, o que vale dizer, de qualquer maneira pode desaparecer. Alguns partidos, em situação melhor, já pensam em agir assim. É o que acontece com o PDT e o PTB. Se somarem forças, lembrarão Leonel Brizola, que fez o PDT porque o então chamado “bruxo” da política da era ditatorial, general Golbery do Couto e Silva, golpeou o gaúcho e entregou o PTB a uma sobrinha de Getúlio Vargas. Que jamais se destacou pelo brilho político.
