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Até 2016, vagas para cotistas nas universidades federais devem triplicar

Uma grande mudança no perfil de calouros nas universidades públicas está em curso no país: o número de cotistas nas federais deverá quase triplicar nos próximos quatro anos. A alteração é determinada  por lei federal - cuja implementação está em andamento - que exige que as universidades mantidas pela União reservem até 2016 ao menos 50% das suas vagas para formados em escolas públicas. Hoje, a partir de ações individuais, as cotas para esse público abrangem 19% dos postos, segundo levantamento feito pelo jornal Folha de S. Paulo com as 62 universidades e faculdades federais do país - 30 delas não têm nenhuma cota. Em números absolutos, das 224 mil vagas, 42 mil estão reservadas para os estudantes da escola pública. A vantagem para esses estudantes é que eles disputam postos somente entre si. Sem as cotas, essas vagas tendem a ser ocupadas por estudantes de escolas privadas, que em geral recebem ensino de melhor qualidade. Ainda dentro da cota para escolas públicas, deverá haver postos reservados para pretos, pardos e indígenas. Ainda de acordo com a Folha, a distribuição das vagas para esses alunos dependerá da proporção das populações no Estado sede da instituição, segundo o Censo do IBGE. Ou seja, haverá uma combinação de cotas sociais, relativas à renda, com cotas raciais, relacionadas à autodeclaração da cor da pele. O denominador comum entre os cotistas é que todos deverão ter cumprido todo o ensino médio na escola pública. 

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