Disputa por espaço no governo pode derrubar Cícero Monteiro da Sedur
Por Ricardo Luzbel
Começou a temporada de disputa por espaços políticos. Partidos iniciam os movimentos para mostrar a musculatura adquirida nas eleições municipais e especulações em torno da composição da chapa governista começam a ser ouvidas nos corredores da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). Deputados de partidos distintos começam a falar sobre contemplação. A ida de Walter Pinheiro, senador do PT, contempla o PP com a subida do suplente Roberto Muniz. Já o PDT estaria contemplado com o acordo de recondução de Marcelo Nilo para a presidência da AL-BA pela quarta vez. O PSD teria lugar assegurado para o vice-governador e secretário de Infraestrutura Otto Alencar como candidato a senador e segue por aí. A maior disputa, entretanto, se dá de forma mais pragmática por cargos no primeiro escalão do governo, com o reforço de alguns partidos da base e a redução de outros. Mas é dentro do PT que as pressões são ainda maiores. Nomes como o de Moema Gramacho, prefeita de Lauro de Freitas, Carlos Martins, ex-secretário da Fazenda derrotado em Candeias, e ainda o vitorioso Luiz Caetano, prefeito de Camaçari, começam a pressionar dentro da base, ou melhor, dentro do próprio PT, por espaços. Recentemente, uma série de matérias indica a substituição na Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur). A pasta é hoje ocupada por Cícero Monteiro, um técnico que, devido ao seu desempenho e ao bom relacionamento entre os partidos da base, é sempre lembrado para outros voos, como uma possível candidatura para deputado federal. A Sedur, segundo parlamentares, está com a melhor contribuição política para o governo. Um deputado, com ligações diretas com o governador, disse que não passa de boato a saída e que em secretaria como esta não se mexe.
