Comunidade e lojistas pedem revitalização do Aeroclube
Moradores da Boca do Rio e lojistas do shopping Aeroclube têm se manifestado pela aprovação do projeto de lei em tramitação na Câmara de Vereadores de Salvador que propõe a ampliação do prazo de concessão para exploração comercial do local por mais 30 anos. “Aqui eu e minha família investimos o sonho de uma vida inteira. Há um ano, quando a Justiça autorizou a reforma do Aeroclube, achamos que estaria tudo resolvido, mas aí nos deparamos mais uma vez com a burocracia do município”, lamenta a lojista Rosângela Bonfim, proprietária da revistaria Planeta Balneário, que está no espaço desde 1999. Para o líder comunitário Valter Cerqueira, a preocupação maior é com a aproximação dos eventos mundiais. “Já estou vendo a Copa das Confederações chegar e a gente com o Aeroclube sem ser reformado”, desabafa, enquanto acusa os órgãos públicos de lentidão. “Não consigo entender essa mania dos órgãos públicos baianos de querer atrapalhar o desenvolvimento da cidade. Será que alguém do Ministério Público já veio na Boca do Rio ver o estado da nossa orla?”, questiona Cerqueira. Antes do embargo, o shopping gerava cerca de sete mil empregos diretos e possuía aproximadamente 140 estabelecimentos. Atualmente são gerados 1.500 empregos nas 30 lojas e escritórios em funcionamento. O novo projeto arquitetônico do empreendimento terá um formato mais voltado para o varejo, diferentemente do antigo conceito adotado, o de “festival center”. “O shopping será fechado, mas com aproveitamento da luz natural, seguindo os conceitos mundiais da ecosustentabilidade”, afirma Mirela Gedeon, diretora de marketing da Enashopp, administradora do Aeroclube. Com a revitalização do empreendimento, o shopping se responsabiliza pela construção da passarela da Boca do Rio e do Parque do Vento, no terreno ao lado do Aeroclube. Com projeto arquitetônico assinado pela arquiteta e paisagista Rosa Kliass, o parque será uma área de lazer pública para os soteropolitanos.
