Royalties: Apesar de evitar atacar Dilma, Sérgio Cabral sinaliza afastamento
O manifesto liderado pelo governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), contra a redistribuição dos royalties do petróleo abandonou a propagada união entre governos federal, estadual e municipal, explorada nas últimas três campanhas eleitorais. Mas, apesar da passeata, cujo mote era o pedido à presidente Dilma Rousseff (PT) vetar a lei aprovada no Congresso, críticas foram evitadas ao Palácio Planalto. Entretanto, o líder fluminense classificou como "precedente perigosíssimo" uma eventual sanção da lei. "O que questionamos é, além do mérito da perda de recursos, a questão constitucional, do princípio legal, do precedente perigosíssimo que isso gera”, afirmou. A manifestação reuniu, segundo o governo, 200 mil pessoas e custou R$ 738 mil ao Estado, que bancou palco, estruturas de som e iluminação, aluguel de trios elétricos e contratação de pessoal.
