Chanceler alemã e presidente russo se alfinetam sobre prisão de grupo punk
O presidente russo, Vladimir Putin, e a chanceler alemã, Angela Merkel, trocaram farpas ao se encontrarem, nesta sexta-feira (16), em Moscou, devido à prisão das integrantes do grupo punk Pussy Riot, em fevereiro. Duas das três jovens da banda foram condenadas a dois anos de prisão por terem tentado apresentar uma música anti-Putin em uma catedral da cidade. A terceira foi absolvida. "Não sei se elas deveriam ter sido presas nem se isso aconteceria na Alemanha", disse Merkel. Em resposta, Putin acusou o grupo de antissemitismo e insinuou que a chanceler está mal informada sobre a "real natureza" do Pussy Riot. Ele pediu que o caso fosse analisado "sob todos os pontos de vista". O presidente disse que uma das integrantes do grupo já havia participado de uma performance que enforcou vários bonecos que representavam imigrantes, homossexuais e judeus e defendeu a ideia de que "Moscou tinha de ficar livre dos judeus". Durante o encontro, Merkel disse que a Rússia não deve ver todas as críticas como destrutivas e que o governo deve levar em conta a opinião da oposição. "Não devemos ter medo de que as pessoas tenham outros pontos de vista, pois sempre se pode aprender algo com os outros", considerou. Informações de agências internacionais.
