Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias
Você está em:
/
Notícia
/
Política

Notícia

Debate TV Bahia: Prefeituráveis finalizam discussão e fazem últimas considerações

Por Rodrigo Aguiar

Fotos: Max Haack / Ag. Haack / Bahia Notícias
A greve dos professores estaduais foi lembrada no começo do último bloco do debate da TV Bahia, na noite desta sexta-feira (26), pelo candidato ACM Neto (DEM), que perguntou se Nelson Pelegrino (PT) mantinha uma declaração feita ao jornal A Tarde, de que os docentes tinham sido "injustos" com o governador Jaques Wagner. O petista disse que considerava “justa” a reivindicação da categoria, defendeu o governo e evitou se alongar sobre o tema. “Vim discutir Salvador”, argumentou. Foi a deixa para que o candidato do DEM cantasse novamente “você pagou com traição a quem sempre lhe deu a mão”, em referência ao samba entoado por professores no período da greve. Pelegrino manteve o tom e lembrou o “polícia é para ladrão, para estudante não”, já dedicado por estudantes em algumas ocasiões ao ex-senador ACM, além de se referir ao rival como "Grampinho". Neto, então, questionou Pelegrino sobre o tempo que seria necessário para a construção dos viadutos prometidos por ele durante a campanha. O candidato do PT citou uma série de realizações do governo estadual, como o Hospital do Subúrbio, as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e o Estádio de Pituaçu, sem especificar um período de tempo para o cumprimento da promessa. O petista voltou a ligar a imagem do adversário político à do prefeito João Henrique, ao chamá-lo de aliado do prefeito e pedir que o democrata falasse sobre problemas na Secretaria Municipal de Educação, comandada por João Carlos Bacelar, presidente estadual do PTN, aliado de Neto.

“Se Pelegrino for eleito prefeito, o primeiro discurso dele será o da herança maldita. Eu não farei isso”, defendeu o prefeiturável do DEM. “Não pode criticar porque é aliado do prefeito”, retrucou Pelegrino, ao falar sobre mais de 30 pessoas que teriam sido indicadas pelo democrata para a atual administração. Neto aproveitou o momento e apontou o fato de um irmão do petista ocupar um cargo de confiança na Sucom. “Meu irmão é um profissional de carreira, ao contrário de pessoas ligadas ao senhor que trabalharam no governo do Estado sem passar por concurso”, acusou Pelegrino, que se queixou de que seu parente teria sido ofendido. “Foi o senhor que ofendeu minha família a campanha inteira, inclusive o ex-senador Antônio Carlos, que não está aqui para se defender”, lamentou ACM Neto, a exemplo do que fez em debates anteriores. Nas considerações finais, o democrata lembrou que será comemorado no próximo domingo (28) o dia do servidor público. “Me preparei a vida toda para esse momento. Sei o tamanho da minha responsabilidade. Não se deixe levar pelo discurso do medo e da chantagem, que foi a tônica da campanha [adversária]”, clamou. Em seus últimos comentários, Pelegrino também reclamou da chapa rival. “Fui vítima de uma série de acusações, de panfletos apócrifos. Vocês conhecem essa forma de fazer política. Tenho certeza que Salvador não irá voltar ao passado. Mudamos o Brasil com Lula e estamos mudando a Bahia”, salientou o petista.

Compartilhar