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Justiça nega pedido de prisão preventiva contra acusados de matar Paulo Colombiano

O juiz Paulo César Barbosa de Oliveira negou, nesta quinta-feira (17), o pedido de prisão preventiva feita pelo Ministério Público Estadual contra os cinco acusados de envolvimento no assassinato do sindicalista rodoviário Paulo Colombiano e da sua esposa, Catarina Galindo. Os suspeitos, o oficial da Polícia Militar Claudomiro Cesar Ferreira Santana; o médico Cássio Antônio Ferreira, Adailton Araújo de Jesus; Edilson Duarte Araújo e Wagner Luiz Lopes de Souza, são acusados de homicídio triplamente qualificado, segundo denúncia oferecida à Justiça pelo MP. Para os promotores, os denunciados cometeram o crime por motivo torpe, não possibilitaram a defesa das vítimas e agiram com vistas na "impunidade e obtenção de vantagem". Conforme denúncia, Adailton, a bordo de uma moto, deflagrou os tiros em Colombiano e Catarina em junho de 2010, no bairro de Brotas, em Salvador. Edilson e Wagner ficaram encarregados de repassar as informações necessárias à efetivação do crime, como o melhor momento e local para emboscá-los. A dupla fez uma vigília e seguiu a vítima, quando ela entrou em seu veículo na Ladeira dos Galés. Em uma sinaleira de Brotas, Edilson ultrapassou o carro de Colombiano, parou perto de um quebra-molas e Wagner ligou para Adailton para sinalizar em qual carro estava a vítima. Adailton, que aproveitou o congestionamento formado no local, disparou vários tiros no tórax de Colombiano. Em seguida, segundo o MP, atirou no ouvido de Catarina que acompanhava o marido. Os dois morreram no local. O sindicalista teria sido morto porque, ao assumir a tesouraria do Sindicato dos Rodoviários, constatou diversas irregularidades contábeis, entre elas um contrato milionário firmado com a empresa de plano de saúde Mastermed, de propriedade de Claudomiro e Cássio – considerados autores intelectuais do crime. O dirigente sindical tentou conversar com os donos da Mastermed para reduzir o percentual pago à empresa. Segundo o MP, a sua conduta teria desencadeado o plano para assassiná-lo. Adailton, Edilson e Wagner, todos empregados de Cássio, foram chamados para a execução de Colombiano. Segundo a perícia oficial, de janeiro de 2005 a maio de 2010, “a alta taxa de administração cobrada pela Mastermed arrematou R$ 34 milhões da entidade".

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