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Debate TV Bahia: Quarto bloco é marcado por confronto entre ACM Neto e Pelegrino

Por Aparecido Silva

Foto: Betto Jr. / Ag. Haack / Bahia Notícias
O quarto bloco do debate eleitoral da TV Bahia foi aberto com o postulante ao Executivo de Salvador, ACM Neto (DEM) que começou com uma pergunta direcionada a Nelson Pelegrino (PT), sobre a época em que o petista foi secretário de Justiça da Bahia. “Você teve como meta a redução da criminalidade na Bahia e em Salvador, mas por que fracassou?”, confrontou Neto. “Eu tive bons resultados, minha gestão foi bem avaliada. Fui eu quem mandou 14 dos principais líderes de facções criminosas na Bahia para presídios de segurança máxima. Foram compradas três mil viaturas na minha gestão e fiz investimentos em inteligência da polícia. Diferente da época em que os bandidos deitavam e rolavam na Bahia”, alfinetou, antes de passar a pergunta sobre mobilidade urbana para o candidato Márcio Marinho (PRB).

O petista quis saber quais as propostas do plano de governo de Marinho para o setor. “É preciso pensar nas pessoas que moram na periferia, elas precisam de transporte de qualidade. Vou construir pistas seletivas nas principais vias, farei viadutos. É necessário uma engenharia de tráfego que trabalhe a contento. Vamos levar o metrô até cajazeiras, onde 700 mil pessoas precisam dele para se locomover”, afirmou. Pelegrino, na réplica, fez questão de apontar que “os governos PFL/DEM e a gestão de João Henrique não conseguiram levar o metrô até Cajazeiras”. Marinho citou a situação da saúde na cidade, como “postos inabitáveis, acabados e destruídos”, e perguntou a Mário Kertész (PMDB) o que fará para resolver o problema do atendimento na saúde de Salvador. “É todo mundo falando que vai fazer hospital municipal, implantar upas, mas todas as propostas são iguais”, desconversa Kertész, que em seguida pergunta a Hamilton Assis (PSOL) sobre o que pensa para ajudar a cidade está dividida entre o PT e o DEM. “A divisão é fictícia”, respondeu Hamilton. “Todos os candidatos estao sendo financiados por grandes empreiteiras que terão participação no governo eleito. Não é só uma questão de divisão, mas de transparência”, declarou o candidato socialista. “Cabe ao prefeito estabelecer limite quanto às participações das empreiteiras na administração”, afirmou Kertész.

Assis questionou Da Luz (PRTB) sobre o que ele pretende fazer diante da ameaça da Lei Geral da Copa às baianas de acarajé e o que acha da norma. Da Luz se esquivou e citou uma área ocupada por vendedores informais que se encontra na proximidade do Shopping da Baixa do Sapateiro e que está “há 12 anos como espaço provisório”. “O camelô precisa ser respeitado, sair da informalidade. E eu sou contra essa lei aí”, disse Da Luz, antes de questionar ACM Neto se ele assinaria um suposto documento no qual se comprometeria a cumprir as promessas de campanha.

O democrata respondeu de imediato que toparia assinar o documento e que costuma assumir suas promessas. “Agora, tem partido aqui tentando fazer a política da chantagem e do medo e que só vai administrar bem se o prefeito for do partido do governo do estado”, atacou Neto, ao se referir ao postulante petista que defende o alinhamento dos governos municipal, estadual e federal.

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