Debate na Aratu: Candidatos se digladiam em acusações
Por Mariele Góes
No terceiro bloco da sabatina promovida pela TV Aratu nesta terça-feira (2), os candidatos voltaram a fazer questões entre si. Márcio Marinho (PRB) abriu a série e indagou Nelson Pelegrino (PT) sobre suas propostas para segurança pública. O petista respondeu com a fala de que suas propostas preveem intervenções diretas, como qualificação da Guarda Municipal e a instalação de câmeras de videomonitoramento, mas também incluem ações sociais e educacionais. Mário Kertész (PMDB) continuou a direcionar suas questões a ACM Neto (DEM), com quem já havia trocado farpas durante o debate na TV Record, nesta segunda-feira (1º). O peemedebista questionou como seria possível fazer Salvador andar com as próprias pernas. Neto afirmou que “a cidade viável, só precisa de um prefeito competente”, e citou corte de gastos e o fim dos desvios como uma solução para melhorar a receita soteropolitana. Kertész foi incisivo e apontou ligações entre o democrata e João Henrique. “Está parecendo um homem que tem uma amante e não quer assumir”, disse. Na réplica, ACM Neto foi afiado e provocou. “Pergunte a Pedro Godinho, presidente da Câmara e membro do seu partido, por que ele não colocou as contas de João Henrique para serem votadas?”, alfinetou. Na sequência, Pelegrino indagou Márcio Marinho sobre propostas para saúde. Entre as medidas previstas, Marinho citou a necessidade de aumentar de 15 para 20% as verbas para a área, além de construir novas unidades, principalmente em localidades carentes. Na réplica, Pelegrino aproveitou para cutucar ACM Neto, que anteriormente havia dito que quem pediu apoio público a João Henrique foi o prefeiturável do PT.
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ACM Neto perguntou para Hamilton Assis o que ele pretendia fazer para diminuir a violência. O candidato do PSOL lembrou que fez parte de movimentos sociais que combatiam grupos de extermínio “incentivados pelo seu avô”. Ele alfinetou o democrata, acusando-o de não ter simpatia pelos movimentos socais e sindicatos, que ele classificou como necessários para melhorias no município. Na resposta, Neto disse não ter nada contra sindicatos, mas que preferia “não fazer política utilizando eles”. Na tréplica, Assis ponderou que as trocas de farpas entre os candidatos “não passavam de um teatro”.

Em seguida foi a vez de Da Luz questionar Mário Kertész. Ele atribuiu a reeleição de João Henrique a Geddel Vieira Lima (PMDB) e perguntou se o democrata realmente só estava interessado em administrar a cidade por quatro anos e depois largar a vida política. Kertész defendeu que a sabatina deveria ser política e disse que, apesar da admiração por Geddel e a família Vieira Lima, não tinha necessidade de intervenções partidárias. Na réplica, Da Luz alegou “ter medo de quem Geddel vai inventar após a sua gestão”. O peemedebista foi incisivo na resposta. “Ninguém precisou me inventar”, disparou, ao lembrar seu passado político e sua atuação como radialista.

Por fim, Hamilton Assis questionou a opinião de Da Luz sobre a Louos. “Louos já começa com Louoscura”, brincou o prefeiturável do PRTB. Hamilton comentou, na réplica, a importância de se debater a ocupação urbana da cidade, que deve considerar também questões ambientais e sociais.
