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Mensalão: STF confirma compra de votos e descarta tese de 'caixa 2'

O Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou nesta segunda-feira (1º) a existência de um balcão de compra e venda de apoio parlamentar e a maioria dos ministros rechaçaram a tese do caixa 2 de campanha, encampada pelo PT e pelo ex-presidente Lula. Para o decano da Corte, ministro Celso de Mello, "marginais do poder" formaram uma "quadrilha de assaltantes de cofres públicos" que praticaram atos que comprometem a "integralidade dos valores que formam a ideia de República" e frustram "a consolidação das instituições". Na sessão desta segunda foram condenados por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha Pedro Corrêa (PP-PE) e Valdemar Costa Neto (PR-SP). O delator do mensalão, Roberto Jefferson, Bispo Rodrigues e Romeu Queiroz e o deputado Pedro Henry (PTB-MT) foram condenados por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. E o ex-deputado José Borba (PP-PR), por corrupção passiva. Ao condenar todos os parlamentares que receberam recursos do mensalão, os magistrados confirmaram que houve compra de apoio parlamentar no Congresso para aprovar projetos de interesse do governo Lula. "O que houve, a meu ver, considerada a corrupção e que o dinheiro não cai do céu, foi a busca de uma base de sustentação", afirmou o ministro Marco Aurélio Mello. Nesta  quarta (3), o STF entra no capítulo mais complexo do processo: decidir sobre quem estava no comando do esquema. Serão julgados os dirigentes petistas José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares.

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