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Embaixador cubano comemora apoio de sul-americanos a fim do embargo dos EUA

O governo de Cuba comemora os discursos feitos pela presidente Dilma Rousseff e seguidos por vários líderes latino-americanos, como Cristina Kirchner (Argentina) e Evo Morales (Bolívia), na semana passada, durante a 67ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU). Os líderes cobram o fim do embargo econômico, financeiro e comercial aos cubanos imposto pelos Estados Unidos, que completou em 2012 meio século de vigência. “Esperamos uma reação dos Estados Unidos a tudo isso”, disse o embaixador do país caribenho no Brasil, Carlos Zamora. “É uma situação que não pode durar mais”, acrescentou, ao lembrar que a ONU aprovou 20 resoluções condenando o embargo e recomendando o governo norte-americano a encerrar o bloqueio. Com restrições às negociações externas, o país sofre com o racionamento de energia, de combustíveis, de alimentos e produtos básicos, como os de higiene e vestuário. A população faz adaptações constantes às circunstâncias, assim como o governo. Na tentativa de escapar à pressão exercida pelos efeitos do embargo, o governo de Raúl Castro abriu a economia cubana, estimulou a demissão de mais de 178 mil funcionários públicos, autorizou a compra de veículos utilizados como táxis e de atividades autônomas, como a abertura de lojas e mercados, assim como profissões diversas, entre elas as de cabeleireiros e barbeiros.

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