BC espera que contas públicas apresentem melhores resultados até o fim do ano
O chefe do Departamento Econômico do Banco Central (BC), Tulio Maciel, prevê que o aumento do ritmo da atividade econômica no último quadrimestre do ano repercuta nas receitas do governo e, com isso, gere “resultados melhores” das contas públicas. Em agosto deste ano, o superávit primário do setor público consolidado – governos federal, estaduais e municipais mais empresas estatais – chegou a R$ 2,997 bilhões. O valor é menor do que o registrado em agosto do ano passado. De janeiro a agosto, o superávit primário também foi menor que o registrado nos oito meses de 2011. Em 12 meses encerrados em agosto, o resultado ficou em R$ 106,395 bilhões, o que representa 2,46% do Produto Interno Bruto (PIB). A meta para este ano é R$ 139,8 bilhões. De acordo com Maciel, este ano está sendo “menos favorável” para as contas públicas do país devido aos efeitos da crise economia internacional, mas o “cenário do Banco Central é cumprimento da meta em termos plenos”. O dirigente acredita que o cenário internacional e seus impactos na economia doméstica “foram sentidos na atividade econômica, de forma mais nítida, desde o segundo semestre de 2011 e também em 2012”. Maciel acrescentou também que o menor ritmo da atividade econômica refletiu na arrecadação de impostos e exigiu do governo a adoção de medidas anticíclicas, como a ampliação dos gastos em investimentos, por exemplo. Mesmo assim, o BC espera “evolução bastante benigna do quadro fiscal” ao longo dos próximos anos. A expectativa é que, em 2016, o déficit nominal, formado pelo resultado primário e pelas despesas com juros, fique abaixo de 1% do PIB.
