Prefeitura rebate Imbassahy sobre dívida com empresas de ônibus: ‘Ou é demagogia ou desinformação’
Por Evilásio Júnior
O questionamento do deputado federal Antônio Imbassahy (PSDB), que pede auditoria ao Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) e ao Ministério Público Estadual (MP-BA), à dívida estimada em R$ 600 milhões da prefeitura de Salvador para as empresas de ônibus causou estranheza no Palácio Thomé de Souza. Por meio da Secretaria de Comunicação, a atual administração soteropolitana apontou ao Bahia Notícias que o débito advém da gestão do próprio tucano, entre 1997 e 2004, e teria sido reconhecido pela Procuradoria Geral do Município (PGM) já naquela época. A Secom argumenta que “apenas respeita uma decisão da Justiça já tramitada e julgada”. “Ou Imbassahy está aproveitando o ano eleitoral para fazer esse tipo de questionamento ou está desinformado sobre a sua própria gestão. Ou é demagogia ou desinformação”, ataca. Sobre a licitação do transporte público, cujas propostas são recebidas até o próximo dia 4 de outubro, a prefeitura diz que pretende “regularizar o sistema” para atender, “inclusive”, a uma solicitação do próprio MP-BA. Em tréplica, Imbassahy disse que "O prefeito João Henrique tem a obrigação de explicar detalhadamente como é que ele fez essa conta. Querer reconhecer uma dívida de mais de R$ 600 milhões da prefeitura junto às empresas de ônibus ao final da sua administração é uma atitude no mínimo estranha. Os moradores da capital esperam explicações concretas e não nota oficial fugindo da sua responsabilidade".
